Gol de Quem?

(Gravado no SESC Belenzinho, SP, no dia 04 de agosto de 2012, em show realizado dentro do projeto “Álbum”, em que bandas tocam o repertório inteiro de um disco. O Pato Fu tocou na sequência original o álbum “Gol de Quem?” de 95, e mais algumas outras canções, a maioria da mesma época. Realizado por Tati Fujimori)

Gol de Quem? (John/Ricardo Koctus)

A
O mundo é um grande pão com manteiga
D G
café com leite
A
Nunca mais,
D G
nunca mesmo sobre qualquer assunto
A F G A
Obtemperarei…assim espero
C
Porque sei calcular o valor
D
de um amor que desponta
F
Eu meço pelo tamanho da dor
G A F G
Que no final eu sei que vai sobrar
A
É preciso dizer, é preciso dizer
D G
Ié, ié, ié, ié, ié, ié, ié
A
Tá na hora, tá na hora

Todo mundo foi embora e eu sobrei

Aqui feito um bobo só pensando nela

Já soprei a vela e vou deitar
D
Até as pernas melhorar

vou voltar a caminhar
G
E se Deus quiser Ele vai me chamar
A
Eu também quero e eu vou, eu vou
D G
Eu também quero e eu vou, eu vou
A
E você como vai? Tudo bem

Intão vem. Como não? Eu também

Tudo bão? Tá não
D
Cê também? Intão vão
G
Vomitão!

Como assim “GOL DE QUEM?” ?

Barbosa, pode ser considerado um dos jogadores mais injustiçados da história do esporte no país. A máxima de que um só erro pode apagar todos os acertos vitimou-o talvez mais do que ninguém.

_Diz-se que todo grande time começa com um grande goleiro, e com o Vasco não foi diferente. Com Barbosa sob suas traves, o clube deu início à construção do maior time de sua história, aquele que ficou conhecido como Expresso da Vitória. Jogando neste time, Barbosa acabou se tornando o jogador que conquistou o maior número de títulos com a camisa do Vasco.
_Maior goleiro dos anos 40, e titular da seleção brasileira por um longo período, Barbosa tinha tudo para ser glorificado e eternizado unanimemente como um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, não fora um fatídico acidente na tarde do dia 16 de julho de 1950. Naquele dia, o Brasil decidia a Copa do Mundo, no Estádio do Maracanã, contra o Uruguai, dependendo apenas do empate, que os gols de Friaça, para os anfitriões, e Schiaffino, para o Uruguai, iam garantindo. Até que se sucedeu o momento mais trágico da história do futebol nacional;o craque uruguaio Gigghia recebeu lançamento e quando parecia que ia cruzar, chutou. A bola entrou entre a trave e Barbosa, que não teve qualquer culpa no lance. O “Maracanazzo” tornou-se porém a via-crúcis de Barbosa, que nunca readqüiriu o prestígio que dispunha antes daquela imemorável tarde.
_Por muito tempo, muitos brasileiros afirmavam que “não se podia confiar em um goleiro negro”. Na Copa de 94, nos Estados Unidos, o jogador tentou entrar na concentração da seleção brasileira para apoiar os jogadores, mas foi barrado. Constrangido, declarou a repórteres: “No Brasil, a pena máxima por um crime é de 30 anos. Eu pago há 44 anos por um crime que não cometi…”
_No dia 7 de abril do ano 2000, quase 50 anos após o “Maracanazzo”, Barbosa faleceu, aos 79 anos, em Praia Grande, litoral paulista, vitimado por um acidente vascular cerebral. Para ele, a justiça não chegou nunca.

“Quando ela tiver que entrar, ela entra mesmo. O jeito é ir lá dentro e pegar a bola para continuar.”
(Barbosa, goleiro da Seleção Brasileira na Copa de 50)

Fonte www.futbrasil.com (texto reduzido / formatado)
(Esse site aparecia ao clicar no ícone “que diabo é isso?” referente a música “Gol de quem?”, no site da turnê do Ruído Rosa do Pato Fu)

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